QUANDO A ESCOLA DEIXA DE SER
Ederson Malheiros Menezes
O mundo e as pessoas atravessam transformações intensas.
Muitas coisas estão deixando de ser.
As relações deixam de ser afetivas e se tornam conexões.
Os lugares deixam de ser vividos para virarem publicações nas redes sociais.
Entre essas mudanças — de vivências, vínculos e sentidos — está a escola.
Era para ser uma alegria pegar a mochila e ir para a escola.
Para muitos, porém, tornou-se um peso que aborrece a vida.
Não se pode generalizar.
Mas era para ser inspirador encontrar os professores; para muitos estudantes, tornou-se assustador, tedioso ou até constrangedor.
Os colegas eram para ser a melhor parte: rir, brincar, pertencer.
No entanto, o que cresce é o exibicionismo, a competição e o alerta permanente da violência.
Não surpreende, então, que os resultados esperados — aprendizagem, civilidade, pertencimento social, até mesmo patriotismo — apareçam muito abaixo do desejado.
A formatura deveria celebrar conquistas.
Mas o que se ouve com frequência é um grito de libertação escolar.
Os atores educacionais se esgotam.
As estruturas travam e tornam-se obsoletas.
Dói dizer.
Mas, em muitos sentidos, a escola deixou de ser.
Ederson Malheiros Menezes - Mestre em Práticas Socioculturais e Desenvolvimento Social - educacaosociologica@gmail.com

A escola precisa e deve ser repensada. Penso que a maior missão dos professores é se APAIXONAR outra vez, é resignificar o espaço escolar para receber, acolher a criança/família do séc 21 com tudo o que ela traz consigo e reconstruí-la de acordo com as necessidades e deficiências, porém, com POLITICAS PÚBLICAS e VISÃO DE QUEM ACREDITA na ESCOLA.
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