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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Quando a escola deixa de ser

 


QUANDO A ESCOLA DEIXA DE SER

Ederson Malheiros Menezes

 

O mundo e as pessoas atravessam transformações intensas.
Muitas coisas estão deixando de ser.

As relações deixam de ser afetivas e se tornam conexões.
Os lugares deixam de ser vividos para virarem publicações nas redes sociais.

Entre essas mudanças — de vivências, vínculos e sentidos — está a escola.

Era para ser uma alegria pegar a mochila e ir para a escola.
Para muitos, porém, tornou-se um peso que aborrece a vida.

Não se pode generalizar.
Mas era para ser inspirador encontrar os professores; para muitos estudantes, tornou-se assustador, tedioso ou até constrangedor.

Os colegas eram para ser a melhor parte: rir, brincar, pertencer.
No entanto, o que cresce é o exibicionismo, a competição e o alerta permanente da violência.

Não surpreende, então, que os resultados esperados — aprendizagem, civilidade, pertencimento social, até mesmo patriotismo — apareçam muito abaixo do desejado.

A formatura deveria celebrar conquistas.
Mas o que se ouve com frequência é um grito de libertação escolar.

Os atores educacionais se esgotam.
As estruturas travam e tornam-se obsoletas.

Dói dizer.
Mas, em muitos sentidos, a escola deixou de ser. 

 

Ederson Malheiros Menezes - Mestre em Práticas Socioculturais e Desenvolvimento Social - educacaosociologica@gmail.com 

Um comentário:

  1. A escola precisa e deve ser repensada. Penso que a maior missão dos professores é se APAIXONAR outra vez, é resignificar o espaço escolar para receber, acolher a criança/família do séc 21 com tudo o que ela traz consigo e reconstruí-la de acordo com as necessidades e deficiências, porém, com POLITICAS PÚBLICAS e VISÃO DE QUEM ACREDITA na ESCOLA.

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