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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Desafios sociológicos

Tendo em vista que a Sociologia está presente em todos os debates produzindo conhecimento, manutenção e transformação social, a mesma continua a ter um profundo valor e significado.

No entanto, pensar a sociologia que nasceu e carrega em si pressupostos históricos que balizam a própria ciência, como é o caso do conceito sociedade no atual momento de profundas e inovadoras mudanças socias, automaticamente requer a reformulação dos princípios que a regem.

É interessante observar esta exigência a partir das novas características da sociedade globalizada em que os fundamentos da sociabilidade humana, o caráter das transformações sociais e as instituções modernas começam a afetar a maneira de conhecer ou de nos conhecermos.

As novas estruturas de poder, o tipo capitalista por causa de suas novas configurações, o virtual, a comunicação, o risco e a reflexibilidade na projeção do desenvolvimento sustentável, reconfiguram esta nova episteme e consequentemente instigam uma nova configuração para a sociologia.

A sociedade mesmo é reconhecida como um sistema então que se auto-observa e se auto-explica, que pela linguagem redefine o ser humano social procurando respostas em suas mais novas e complexas problemáticas.

Assim o papel da ciência e da sociologia é encontrar esta razão libertadora e promotora de uma pensamento crítico e transormador.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sociologia da Família

Ao tomar a família como unidade de análise, a sociologia encarou-a como um grupo social inconfundível face a outros grupos sociais. A família assume formas e funções diferentes conforme o tempo e o espaço em que se situa. Tem variado muito desde meados do século XIX nos contextos de implantação da industrialização, mas foi sobretudo nas últimas três décadas do século XX que mais sofreu mutações nas sociedades industrializadas. A sociologia da família estuda factos tão diferentes como o casamento, sua duração e estabilidade, a escolha do cônjuge, a dimensão da família, a procriação voluntária, os papéis feminino e masculino, as relações de casal, o papel central da criança, o novo estatuto de adolescente, ou as relações de parentesco alargado.
A família tem sido objeto de diferentes abordagens sociológicas, entre as quais a institucional, a estrutural-funcionalista, a marxista e a interaccionista. A abordagem institucional encara a família como a instituição base de toda a sociedade e estuda-a nas funções que desempenha face às outras instituições sociais, políticas, económicas e educativas dessa sociedade. Esta foi a perspetiva que dominou a sociologia clássica do século XIX e início do século XX. Está hoje ultrapassada após as críticas que lhe foram dirigidas de enfatizar os aspetos estáticos e assumir arbitrariamente um modelo familiar nuclear como universal.
A abordagem estrutural-funcionalista acentua, ao contrário da anterior, que a família não deve ser encarada como uma "microssociedade" que incorpora em si as principais funções sociais. Ela corresponde antes a um subsistema social com funções especializadas que são a resposta a um conjunto de expectativas socialmente condicionadas. Essas funções especializadas seriam basicamente a socialização primária dos filhos e a estabilização psicológica do adulto, indispensáveis para a perpetuação da sociedade. A abordagem estrutural-funcionalista define ainda os papéis dentro da família. Este modelo defendido, entre outros, por Talcott Parsons, foi objeto de muitas críticas.
Para a abordagem marxista, a família é sempre produto histórico de cada formação sócio-económica pois as suas formas de solidariedade interna derivam dos tipos de divisão social do trabalho. Assim, a família da sociedade capitalista seria um retrato em miniatura da sociedade de classes, com uma classe (os homens) oprimindo a outra classe (as mulheres) e o casamento seria uma forma de antagonismo de classes em que o bem-estar de uma deriva da repressão de outra.
A abordagem interaccionista interpreta a vida familiar a um nível microssociológico, chamando a atenção para as complexas inter-relações que ligam os seus elementos. Ernest Burgess propôs-se estudar a família como uma unidade de pessoas em interação construindo continuamente as suas relações.


sociologia da família. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2011. [Consult. 2011-05-06].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$sociologia-da-familia>.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Imaginação Sociológica

IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA. O trabalho sociológico depende daquilo que o autor norte-americano C. Wright Mills, numa frase, chamou de imaginação sociológica. A imaginação sociológica, acima de tudo, exige de nós que pensemos fora das rotinas familiares de nossas vidas cotidianas, a fim de que as observemos de modo renovado.


[...] A imaginação sociológica nos permite ver que muitos eventos que parecem dizer respeito somente ao indivíduo, na verdade, refletem questões mais amplas. [...] Tente aplicar esse tipo de perspectiva à sua própria vida. Não é necessário pensar apenas em acontecimentos preocupantes. Considere, por exemplo, por que você está virando as páginas deste livro (ou lendo neste blog) - por que você decidiu estudar sociologia. Você pode ser um estudante de sociologia relutante, fazendo o curso somente para preencher créditos exigidos. Ou você pode estar entusiasmado para descobrir mais sobre o assunto. Quaisquer que sejam as suas motivações, você provavelmente tem muito em comum, sem saber necessariamente, com outros que estudam sociologia. Sua decisão individual reflete sua posição numa sociedade mais vasta. (GIDDENS)

“A imaginação sociológica capacita seu possuidor a compreender o cenário histórico mais amplo, em termos de seu significado para a vida intima e para a carreira exterior de numerosos indivíduos. Permite-lhe levar em conta como os indivíduos, na agitação de sua experiência diária, adquirem freqüentemente uma consciência falsa de suas posições sociais. Dentro dessa agitação, busca-se a estrutura da sociedade moderna e dentro dessa estrutura são formuladas as psicologias de diferentes homens e mulheres. Através disso, a ansiedade pessoal dos indivíduos é focalizada sobre fatos explícitos e a indiferença do público se transforma em participação nas questões públicas.
O primeiro fruto dessa imaginação e a primeira lição da ciência social que incorpora é a idéia de que o individuo só pode compreender sua própria experiência e avaliar seu próprio destino localizando-se dentro de seu período; só pode conhecer suas possibilidades na vida tornando-se cônscio das possibilidades de todas as pessoas, nas mesmas circunstâncias em que ele. Sob muitos aspectos, é uma lição terrível; sob muitos outros, magnífica. Não conhecemos os limites da capacidade que tem o homem de realizar esforços supremos ou degradar-se voluntariamente, de agonia ou exultação, de brutalidade que traz prazer ou deleite da razão. Mas em nossa época chegamos a saber que os limites da ‘natureza humana’ são assustadoramente amplos. Chegamos a saber que todo individuo vive, de uma geração até a seguinte, numa determinada sociedade; que vive uma biografia e que vive dentro de uma seqüência histórica. E pelo fato de viver, contribui, por menos que seja, para o condicionamento dessa sociedade e para o curso de sua história, ao mesmo tempo em que é condicionado pela sociedade e pelo seu processo histórico.
A imaginação sociológica nos permite compreender a história e a biografia e as relações entre ambas, dentro da sociedade. Essa é sua tarefa e sua promessa. A marca do analista social clássico é o reconhecimento delas [...]” (Mills, 1975, p.11-12).

“Talvez a distinção mais proveitosa usada pela imaginação sociológica seja a entre as ‘perturbações pessoais originadas no meio mais próximo’ e ‘as questões públicas da estrutura social’. Essa distinção é um instrumento essencial da imaginação sociológica e uma característica de todo trabalho clássico na ciência social.” (MILLS, 1975, p.14)

[...] Nessas condições consideremos o desemprego. Quando, numa cidade de cem mil habitantes, somente um homem está desempregado, isso é seu problema pessoal, e para sua solução examinamos adequadamente o caráter do homem, suas habilidades e suas oportunidades imediatas. Mas quando numa nação de 50 milhões de empregados, 15 milhões de homens não encontram trabalho, isso é uma questão pública, e não podemos esperar sua solução dentro da escala de oportunidades abertas às pessoas individualmente. A estrutura mesma das oportunidades entrou em colapso. Tanto a formulação exata do problema como a gama de soluções possíveis exigem que consideremos as instituições econômicas e políticas da sociedade e não apenas a situação pessoal e o caráter de um punhado de indivíduos.” (MILLS, 1975, p.15)
 

 

sábado, 18 de dezembro de 2010

Sociologia

SOCIOLOGIA. O estudo de grupos humanos e sociedades, enfatizando especificamente a análise do mundo industrializado. A sociologia é uma das ciências sociais que também inclui a antropologia, a economia, a ciência política e a geografia humana. As divisões existentes entre as diversas ciências sociais não são claras, e todas elas compartilham de um certo conjunto de interesses, conceitos e métodos comuns.

Teoria sociológica durkheimiana - esquema teórico


Fonte: http://www.culturabrasil.pro.br/durkheim.htm